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Prefeitura lança Programa Tolerância Zero para a Zona Sul após negar à Zona Oeste por mais de 20 anos

O prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, anunciou, nesta terça-feira (07/07), a criação do Programa Tolerância Zero contra a Exploração Irregular do Espaço Público. A nova política permanente de ordenamento urbano será implantada na orla do Leme, Copacabana, Ipanema e Leblon, com ações diárias para recuperar os espaços públicos, combater atividades sem autorização, proteger quem trabalha dentro da lei e impedir a reocupação das áreas fiscalizadas, tudo que a Zona Oeste pede a mais de 20 anos e não é atendida – exploração ilegal do espaço público pelo crime organizado, venda de produtos de origem ilegal -.
Na Zona Sul, a prefeitura diz para as pessoas não procurarem ocupar os espaços públicos ilegalmente, porque a tolerância vai ser zero, que de forma ilegal não poderão desempenhar nenhuma atividade econômica no espaço público, porém, na Zona Oeste, quem fala são os traficantes e os milicianos.
A operação terá início no próximo dia 16 de julho.
Coordenado pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), o programa será baseado na ocupação territorial contínua, no patrulhamento ostensivo e na fiscalização integrada, com uso de tecnologias de monitoramento, tudo que a Zona Oeste pediu nas últimas décadas. Terá, ainda, diversas ações de inteligência com a Polícia Civil e com a Polícia Militar. O programa já identificou no Leme, Copacabana, Ipanema e Leblon, mais de mil pontos de venda explorados ilegalmente, e faz “vista grossa” para os pontos de Realengo, Bangu, Campo Grande, Guaratiba e Santa Cruz. O programa terá também, fiscalizações diárias com patrulhamento ostensivo, pontos com controle de acesso, apreensões de mercadorias irregulares e combate aos depósitos clandestinos.
Tudo isso já foi foi feito na Zona Oeste, porém, não houve fiscalização diária, não foi pra valer.
O programa terá 69 pontos estratégicos de fiscalização e contará com 160 agentes por turno, em jornadas de 12 horas, totalizando 320 agentes mobilizados diariamente. Drones e câmeras do Centro de Operações e Resiliência da Prefeitura do Rio serão utilizados para ampliar o monitoramento e apoiar as equipes em campo.
Nada disso, foi oferecido à Zona Oeste que vive à agonia dos seus centros comerciais- Realengo, Bangu, Campo Grande, Guaratiba e Santa Cruz.
As ações serão planejadas por ciclos operacionais, com protocolos padronizados, indicadores de desempenho e avaliação contínua dos resultados. O objetivo é assegurar o uso regular dos espaços públicos, garantir a livre circulação de pedestres, preservar a mobilidade urbana e o patrimônio público, fortalecer o turismo e reduzir fatores que possam favorecer a prática de crimes.
Autoridades e lideranças da Zona Oeste, se sentem discriminadas e vão exigir igual tratamento para a região que abriga quase 1/3 da população e do território do Município do Rio de Janeiro.
Por Jessé Cardoso

